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sexta-feira, outubro 28, 2005

Para quê?

E já agora, lembrei-me de pergutar: Se temos a religião, para quê precisamos da psicologia?

4 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Hmmmmmm precisamos da Psicologia para aprendermos a pensar por nós próprios pelo menos o suficiente para tentarmos criar os nossos próprios valores para n aceitarmos como certo o que nos é imposto pela religião com os seus valores e regras pré-definidas...

2:38 a.m.

 
Anonymous Anónimo said...

Mas parece-me que o argumento de resposta a este é bastante obvio. A religião existe há milhões de anos e foi desenvolvida, contestada e apoiada por muitos génios no decorrer da história. Não quero com isto dizer que a religião tem a razao absoluta, apenas digo que nao devemos recusar tuda e qualquer idea ou reflexão que venha de um contexto religioso porque é, a meu ver, o que acontece hoje em dia... (principalmente comigo, é o que eu noto)... Por isso tento mudar a minha atitude (automática quase "reflexiva"- eu sei que a palavra não está certa)... Penso que mesmo nao sendo religiosos, devemos explorar a religião pelo a nível literário. Livros de Pascal, ou até mesmo a Bíblia simplesmente, são textos que passaram pelos olhos de muitos génios e que nós temos o "privilégio" de poder ler a ultima versão. Por ultimo, acho que podemos olhar para o passado e ver como a sociedade tratava tudo o que não era cristão (queimavam ou matavam) e podemos tirar uma lição disso: devemos abrir-nos e explorar de livre vontade aquilo que é diferente de nós.
.......... (ganda testamento!!!!).......

9:26 a.m.

 
Anonymous Anónimo said...

Mas tentando voltar ao tema, eu acho que a psicologia permite-nos conhecer o homem e como ele "funciona" por dentro, como ele reage, etc... A religião tem mais como função ser um "guia da vida". Tentando-nos:
-Impor um caminho traçado, caminho este que nao podemos contestar
-Orientar e sugerir como reagir em situações onde nos podemos sentir perdidos e desamparados

... Isto foi só a mesma coisa dita das duas maneiras subjectivas possíveis.. Talvez tenha caricaturado mais a primeira mas quero assumir a minha posição neutra e não quero que a minha subjectividade ou falta de jeito para a escrita dê uma falsa impressão da minha opinião neste assunto.

9:34 a.m.

 
Anonymous Anónimo said...

A Religião e a Psicologia são esferas diferenciadas pelo seu objecto: o fundamento de uma religião é um Ente superior (Deus ou deuses) adorado ou venerado pelo homem, enquanto que o objecto de estudo da psicologia é o próprio homem (e o seu comportamento).
Parece-me, no entanto, que os objectivos são semelhantes (ainda que com lógicas intrínsecas diferentes): o bem-estar do homem.

De um ponto de vista epistemológico, a religião, como sistema de crenças, fundamenta-se em dogmas. Dogmas, por definição, não se discutem: são verdades, ou pressupostos, que se tomam como auto-evidentes. Ou se aceitam, ou não se aceitam.

A psicologia, como disciplina de estudo, não escapa à discussão e ao debate: quanto aos pressupostos, quanto às teorias,...

Do que conheço, parece-me que a psicologia, como construção do conhecimento humano, retira mais da religião do que o inverso. A psicologia também acaba por se debruçar sobre o papel da religião no comportamento humano: por exemplo, na explicação dos recalcamentos no individuo, segundo Freud; ou no desfasamento do individuo com o mundo supra-natural dos arquétipos (símbolos, como os que encontramos na religião, por exemplo) - segundo Jung.
A religião também pode ser considerada seguramente como um fenómeno psicológico, mas parece-me bastante independente da psicologia.

Um dos pontos fundamentais da religião é o mito. O mito, segundo diria Mircea Iliade, é uma história de criação, de origem. O mito, precisamente, estabelece não raras vezes uma ligação entre religião e psicologia: da religião para a psicologia temos o exemplo do "complexo de Édipo" de Freud - baseado na tragédia clássica grega Édipo Rei, por Sófocles; e da psicologia para a religião, se questionarmos até que ponto a recorrência de certos temas comuns a diversas religiões não reflecte anseios psicológicos internos próprios do homem e da humanidade - por exemplo, é comum a várias religiões o mito ou história de um salvador (os avatares do deus Vishnu na religião hindu; o Messias no cristianismo; Buda no budismo) enviado para ajudar a humanidade.

Também me parece que esta última observação corresponde a um ponto de vista ou análise feita a partir da psicologia como disciplina do conhecimento humano.

4:02 p.m.

 

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